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Valor Econômico: pandemia e crise devem elevar desigualdade global

Tempo de leitura: 2 minutos
 

Reportagem do jornal Valor Econômico revela como a pandemia de coronavírus, e a crise econômica provocada por ela, vai elevar a desigualdade global. Sem ações urgentes, como transferência direta de recursos para a população – especialmente a mais pobre -, a crise poderá empurrar mais 500 milhões de pessoas para a pobreza em todo o mundo.

A reportagem cita o relatório “Dignidade, não Indigência”, lançado no início de abril pela Oxfam, que pede que os líderes mundiais aprovem um Plano Emergencial de Resgate Econômico para Todos. Assim, será possível impedir que países e comunidades pobres afundem.

Para José María Vera Chema, diretor executivo interino da Oxfam, o coronavírus atinge igualmente ricos e pobres, mas condições pré-existentes de desigualdade fazem com que o impacto seja totalmente distinto.

“Uma coisa é você ter rede de segurança, seja social ou familiar. Outra é comer e viver com o que recebe no dia”, afirmou. Com isso, a pandemia está escancarando as desigualdades no mundo.

Crise atinge durante a América Latina

Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), da ONU, mais de 30 milhões de pessoas podem ser jogadas na pobreza na América Latina pela crise. A taxa de pobreza na região deve subir, segundo a Cepal, para 34,7% até o fim do ano. Além disso, o total de pessoas em condições de extrema pobreza deve aumentar 16 milhões, para 83 milhões.

Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, afirma que nem todos podem cumprir o necessário distanciamento social para evitar a contaminação pelo coronavírus. Portanto, quem vive em condições precárias e não tem recursos para se manter em casa são obrigados a sair às ruas para obter renda.

“A desigualdade extrema traz consequências diferenciadas para nós. Não estamos todos sofrendo da mesma forma.”

Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil

Katia observa ainda que há desigualdades também na Europa, mas a classe média é mais ampla, bem como a rede de proteção social. No Brasil, o impacto será bem mais forte e desigual do que por lá. O mesmo ocorre na África e Ásia. A pandemia vai elevar a desigualdade global, e isso já está acontecendo.

Leia aqui a íntegra da reportagem do jornal Valor Econômico.

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