Enfrentar as desigualdades para vencer a pobreza

 

Terras e desigualdade

Menos de 1% das propriedades rurais concentram quase metade de toda a área rural do Brasil. Por outro lado, quase 50% das propriedades do país têm tamanho inferior a 10 hectares, e ocupam apenas 2,3% da área rural total. As desigualdades no acesso à terra no Brasil são gigantescas, com graves consequências para o desenvolvimento sustentável e o combate à pobreza. A má distribuição de terras e de recursos agrícolas está diretamente ligada à extrema pobreza em que se encontram milhões de brasileiros. Quanto menor a concentração de terra, melhores são os indicadores sociais.

Para reduzir as desigualdades no campo, é preciso:

1. Reformar urgentemente o acesso à terra;

2. Instituir políticas para reconhecimento e garantia dos direitos da mulher no meio rural; 

3. Proteger povos indígenas, quilombolas e outras comunidades e povos tradicionais;

4. Facilitar o acesso da agricultura familiar ao crédito agrícola e distribui-lo de maneira mais equitativa.

TERRENOS DA DESIGUALDADE

A desigualdade extrema tem múltiplas origens e traz sérias consequências negativas para a garantia de direitos e o desenvolvimento sustentável. Entre suas causas estruturais está a concentração da terra, um fator de preocupação na América Latina e, em especial, no Brasil.

A concentração da terra está ligada ao êxodo rural, à captura de recursos naturais e bens comuns, à degradação do meio ambiente e à formação de uma poderosa elite associada a um modelo agrícola baseado no latifúndio de monocultivo, voltado à produção de commodities para exportação e não para a produção de alimentos. É preciso reconhecer que a desigualdade é um grave e urgente problema no Brasil e que sua solução passa por transformações em suas causas estruturais.

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  • Relatório Terrenos da Desigualdade

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