Enfrentar as desigualdades para vencer a pobreza

Ei, G7! Está mais do que na hora de fazer a economia funcionar para as mulheres!

Líderes reunidos em Quebec estão desafiados a promover medidas contra desigualdade de gênero no mundo

07/06/2018 Tempo de leitura: 2 minutos
 

A economia global está gerando extrema riqueza para alguns poucos às custas – e nas costas – de mulheres pobres, que costuram nossas roupas, colhem nossa comida e cuidam de nossos filhos. “Isso tem que acabar”, afirma Winnie Byanyima, diretora executiva da Oxfam  Internacional que está em Quebec, no Canadá, para acompanhar a reunião do grupo dos sete países mais ricos do mundo, o G7. “Recomendo fortemente aos líderes do G7 a apoiar políticas feministas que comprovadamente reduzem as desigualdades econômica e de gênero. Estamos acostumados a ver os líderes falarem muito sobre empoderamento feminino; nós agora precisamos de ação efetiva do G7.”

Algumas medidas que o G7 pode tomar para reduzir as desigualdades econômicas e de gênero no mundo:

– fazer com que os mais ricos e as grandes corporações paguem uma fatia justa de impostos, e usar esses recursos para financiar serviços públicos como escolas e saúde. Isso ajuda imensamente às mulheres, fazendo com que elas possam ter mais oportunidades de trabalho, e ajuda também na redução da diferença entre homens e mulheres, criando sociedades mais igualitárias.

– reconhecer, reduzir e redistribuir o trabalho doméstico e de cuidados: investir em creches e casas de repouso para os mais velhos é uma das políticas que podem ajudar a reduzir o tempo gasto pelas mulheres em atividades não remuneradas, principalmente nos países em desenvolvimento. Isso dá às mulheres mais tempo e recursos para que possam procurar trabalho pago e oportunidades educacionais.

– introduzir orçamento de gênero em todos os níveis: mais cedo este ano, o Canadá aprovou seu primeiro orçamento focado em mulheres. Os demais países do G7 têm a oportunidade de aprender com esse processo e fazer uma análise de gênero e coleta de dados mandatória ao longo de suas políticas fiscais.

– tornar o apoio e a cooperação mais feminista: os países do G7 devem cumprir seu compromisso de gastar 0,7% de seus respectivos PIBs na cooperação internacional, e desenvolver – como o Canadá fez este ano – suas próprias políticas feministas de ajuda. Um componente-chave é incluir apoio para grupo de direitos das mulheres em países em desenvolvimento, que estão melhor posicionados a desafiar as normas tóxicas de gênero e promover igualdade de gênero.

– assegurar representação equilibrada nas negociações sobre mudanças climáticas: as mulheres pobres estão desproporcionalmente mais em risco devido às mudançcas climáticas, e muitas afirmam à Oxfam que são excluídas das discussões sobre para onde devem ir os recursos para enfrentar o problema. O G7 têm trabalhar para incluir as mulheres mais pobres nas negociações oficiais e discussões sobre finanças climáticas.

“O trabalho das mulheres está alimentando o crescimento econômico global, mas a maior parte da riqueza gerada está sendo capturada por uma pequena elite masculina”, afirma Byanyima. “Estamos propondo estratégias eficientes que podem desfazer essa injustiça e dar às mulheres mais pobres mais oportunidades para que tenham uma vida melhor. Eu desafio o G7 a mostrar liderança política e ser ambicioso em seus esforços para empoderar as mulheres.”

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