Enfrentar as desigualdades para vencer a pobreza

Oxfam Brasil promove debate no Rio sobre as cadeias produtivas de frutas

Durante evento será exibido o filme curta-metragem Frutas Doces, Vidas Amargas, produzido após viagens de campo ao Vale do São Francisco e Rio Grande do Norte.

01/11/2019 Tempo de leitura: 1 minuto
 

Os trabalhadores de cadeias produtivas de frutas do Nordeste estão entre os 20% mais pobres do Brasil e vivem sob risco de contaminação por agrotóxicos, entre outras condições degradantes de trabalho.

Esse lado obscuro da vida de quem planta e colhe as frutas que compramos nas grandes redes de supermercados será o tema do debate “Por trás das frutas que comemos”, que a Oxfam Brasil promove dia 13 de novembro no Rio de Janeiro em parceria com a Casa Naara e participação da Fundação Heinrich Boll.

No evento, que faz parte da campanha lançada pela Oxfam Brasil no último dia 10 de outubro, será exibido o filme curta-metragem “Frutas Doces, Vidas Amargas”, que revela detalhes sobre os principais problemas enfrentados pelos trabalhadores rurais que atuam na cadeia produtiva de frutas.

Assista ao filme Frutas Doces, Vidas Amargas:

A campanha produziu também um relatório, que apresenta casos levantados em viagem de campo ao Vale do São Francisco e ao Rio Grande do Norte e também demandas aos três maiores supermercados brasileiros – Carrefour, Pão de Açúcar e Big (ex-Walmart).

Essas três grandes redes varejistas representam metade do setor de supermercados do Brasil e têm a força necessária para pressionar produtores de frutas a garantirem uma vida mais digna para quem trabalha com a fruta.

Os supermercados podem e devem fazer mais por quem trabalha na fruta

Portanto, sabemos que os grandes supermercados podem fazer muito pelos trabalhadores rurais.

Assim, apresentamos algumas de nossas demandas aos supermercados:

  • compromisso público com a dignidade dos trabalhadores da fruticultura;
  • estabelecimento de diálogo direto com os trabalhadores para conhecer os problemas mais comuns;
  • apoio às mulheres trabalhadoras rurais no combate à desigualdade de gênero no campo;
  • apoio a estudos independentes sobre as consequências dos agrotóxicos para os trabalhadores das frutas, o meio ambiente e os consumidores.
imagem do banner
Cadastre-se
Receba nossa newsletter