Enfrentar as desigualdades para vencer a pobreza

Oxfam reafirma compromisso por paz na Colômbia

Em nota, escritório reforça a necessidade de luta por paz, estabilidade e justiça social no país

04/10/2016 Tempo de leitura: 2 minutos
 

No domingo, 2 de outubro, colombianos e colombianas votaram para validar o acordo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), que colocaria fim à guerra interna de mais de 50 anos. A votação por “NÃO” ganhou com diferença mínima de 50,21%, frente aos 49,78% de votos por “SIM”, que, ironicamente, foi maioria nas áreas mais golpeadas pela guerra. A abstenção foi muito alta e chegou a 63%. O resultado desta votação mostra a radiografia de um país que se acostumou a viver na violência e com divisões profundas. Um país que continua dando as costas ao rural e às vítimas de conflito.

Para Aída Pesquera, diretora da Oxfam na Colômbia, “este esforço de negociação de 4 anos, no qual participaram a sociedade civil organizada, as vítimas, as mulheres e a comunidade internacional, não pode ser perdido. Apreciamos a intenção de continuar com o cessar-fogo bilateral definitivo e fazemos um chamado ao governo e às FARC para que continuem negociando para dar uma solução pacífica ao conflito armado, com os novos desafios que foram impostos pelo resultado negativo do plebiscito. Seguimos acreditando no poder da democracia para que outras expressões políticas possam fazer valer a sua voz.”

Os municípios da Colômbia que têm vivido intensamente o conflito armado com as FARC-EP votaram contundentemente pelo “SIM” aos acordos: foram 95,78% em Bojayá (Chocó), 84,80% em Toribio (Cauca) e 62,93% em San Vicente del Cagúan (Caquetá), dando-nos uma lição de firmeza e vontade por parte das vítimas para construir um país em paz. “Estamos com eles e elas”, reafirma Pesquera.

A Oxfam na Colômbia, com o apoio dos escritórios na Europa, América Latina e Estados Unidos, reafirma seu compromisso com as vítimas, com as mulheres, com as organizações de direitos humanos e com as comunidades, especialmente as campesinas, indígenas e afrocolombianas, que têm sofrido mais intensamente os efeitos do conflito. Nossos esforços continuarão se concentrando neles e nelas para avançar na superação das lacunas de desigualdade e alcançar uma paz estável e com justiça social na Colômbia.

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