Enfrentar as desigualdades para vencer a pobreza

Seis meses depois, ciclone Idai continua causando estragos na África

A noite dia 13 de março de 2019 ficará marcada para mais de 2 milhões de pessoas que tiveram de lutar por suas vidas depois da passagem do ciclone Idai em três países do sudeste da África – Moçambique, Malauí e Zimbábue. Seis meses depois, uma das maiores tempestades da região nos últimos 10 anos ainda deixa marcar profundas. Milhões de pessoas sem acesso à comida e água potável, cidades inteiras destruídas e milhares de hectares de plantações sem condições de produzir.

A Oxfam e organizações parceiras estão na região para ajudar as pessoas atingidas a reconstruírem suas vidas. Estamos apoiando cerca de 600 mil pessoas, principalmente mulheres e crianças. São elas que mais sofrem nessas situações emergenciais.

“É alarmante, mas não surpreendente, que as pessoas que sobreviveram ao Idai continuarão a enfrentar altos níveis de fome nos próximos meses, devido à gravidade do que aconteceu”, afirma Rotafina Donco, diretora da Oxfam em Moçambique. “Estamos lutando para providenciar ajuda básica às pessoas que estão nos alojamentos provisórios, mas as condições estão piorando a cada dia.”

Famílias estão se alimentando de plantas silvestres

Famílias inteiras estão se alimentando de plantas silvestres porque não há comida suficiente para todos. “Seis meses se passaram mas continuamos precisando de doações humanitárias antes que seja tarde demais – caso contrário, não haverá recuperação possível para a região”, diz Rotafina.

O trabalho humanitário da Oxfam em Moçambique, Malauí e Zimbábue só é possível graças às doações feitas ao nosso Fundo de Emergência Global. Com esses recursos, nossas equipes podem prestar um pronto atendimento em tragédias como essa do ciclone Idai no sudeste da África, podendo prestar os primeiros socorros em até 48 horas. Esse período é extremamente crítico. É o momento em que fazemos as primeiras assistências, providenciamos acesso à água limpa e outras condições sanitárias para garantir a saúde de todos os atingidos.

Ajude a manter o auxílio as vítimas do Ciclone Idai e de outras catástrofes que acontecem em todo o mundo, faça uma  doação para o Fundo de Emergência Global da Oxfam.

Doe agora!

Água é vida: conheça nosso trabalho para garantir água potável e saneamento pelo mundo

Todos os dias, quase 1 mil crianças morrem de diarreia no mundo devido ao consumo de água suja. Essa é apenas uma pequena parcela das quatro milhões de mortes que acontecem todos os anos devido a doenças relacionadas à água e a precárias instalações sanitárias.

Em todo o mundo, mais de 700 milhões de pessoas não têm acesso a água potável e mais de dois bilhões não tem saneamento adequado.

Em situações de emergências, muitas outras vidas são colocadas em risco devido à falta de acesso a condições mínimas de consumo de água limpa e infraestrutura básica de saneamento. Estima-se que cada pessoa precise de 15 litros de água por dia para beber, cozinhar e se lavar.

Por isso, providenciar água limpa às pessoas é uma tarefa fundamental – e a Oxfam tem as habilidades e o equipamento necessário para atender a essa demanda.

Ações imediatas podem impedir que uma emergência se transforme numa crise. Nossos engenheiros são reconhecidos por sua rapidez e eficiência em providenciar suprimentos adequados e em grande escala, bem como equipamentos de saneamento básico que previnem doenças e mortes relacionadas à falta de higiene – mesmo em situações extremas, como cenários de catástrofes naturais como o terremoto no Haiti e as inundações no Paquistão, ambos ocorridos em 2010.

Em cada situação, procuramos encontrar a mais efetiva e eficiente maneira de providenciar água às pessoas. Sempre trabalhamos com pessoas da região afetada, levando em conta necessidades e práticas locais. Asseguramos que os equipamentos sejam desenhados para permitir que as pessoas – principalmente mulheres e crianças – possam manter sua dignidade e se manterem seguras.

Também damos treinamento sobre saúde e higiene básica para assegurar que os equipamentos sejam usados apropriadamente, para prevenir que doenças se espalhem.

Trabalhamos com as comunidades locais para providenciar soluções de longo prazo, que possam reduzir os níveis de pobreza e doenças a um baixo custo. Garantir água limpa pode melhorar a saúde geral e reduzir a pressão sobre recursos de atendimento médico, invariavelmente limitados nessas regiões.

Simples mecanismos de irrigação podem dar início a prósperas lavouras, melhorar as dietas locais e dar às pessoas uma chance de ter uma vida digna.

Água limpa, latrinas e informações sobre higiene na escola podem melhorar inclusive os índices de comparecimento dos estudantes, reduzindo os dias que eles ficam ausentes por doenças, e até melhorar a performance escolar. Escolas têm um papel importante na mudança desejada de atitudes em relação à higiene dentro da comunidade.

Um dos maiores desastres climáticos já vistos atinge sudeste da África

Um dos piores desastres relacionados ao clima já registrados no hemisfério sul atingiu o sudeste da África na semana passada deixando um imenso rastro de morte e destruição em Moçambique, Zimbábue e Malauí. Um ciclone e diversas enchentes mataram mais de 350 pessoas na região e deixaram cerca de 2,5 milhões sem água potável, moradias, saneamento e outros serviços básicos. Há centenas de desaparecidos. O ciclone Idai destruiu estradas, pontes e serviços de comunicação, deixando diversas áreas completamente isoladas, dificultando bastante os trabalhos de procura e resgate, bem como de fornecimento de ajuda humanitária.

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Uma resposta de longo prazo na região ainda levará um tempo até ser apropriadamente organizada, mas a Oxfam está se preparando para atender quase 800 mil pessoas nos três países afetados pelo ciclone, atuando em parceria com outras organizações – locais e internacionais. O foco é garantir o mínimo de saneamento, higiene e remédios às pessoas, bem como assegurar que elas tenham acesso a água limpa e alimentos. Equipes da Oxfam estão na região avaliando a situação e elaborando um plano de ação, não apenas para dar ajuda emergencial, mas também para recuperar os meios de subsistência, prevenir surtos de doenças e proteger os desabrigados, principalmente mulheres e crianças.

Centenas de milhares de pessoas perderam suas casas e todos seus pertences, e estão alojadas em acampamentos precários, sem comida ou água para beber. Há riscos de surtos de doenças devido à falta de sistemas de saneamento básico, totalmente destruídos pelo ciclone e enchentes. Para piorar, a catástrofe fez os preços dos alimentos dispararem. Em Beira, cidade de Moçambique com cerca de 500 mil habitantes, está com 90% de seu território debaixo d´água. No Zimbábue, a maior parte das cidades só está acessível por meio de helicópteros.

Precisamos de você para ajudar milhares de pessoas em Moçambique, Zimbábue e Malauí. Clique no botão abaixo e saiba como!

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Fome e frio ameaçam meio milhão de pessoas no Iêmen

Mais de meio milhão de pessoas que se refugiram da guerra civil no Iêmen na cidade portuária de Hodeidah, estão sob dupla ameaça: fome e temperaturas congelantes. O inverno no Iêmen é extremamente rigoroso e em geral vem acompanhado de fortes chuvas, que causam inundações e deixam muitas pessoas desabrigadas. Boa parte das 530 mil pessoas abrigadas em Hodeidah estão vivendo em barracas improvisadas, sem proteção contra o frio. Agências humanitárias identificaram mais de 75 mil famílias vulneráveis em diversos distritos pelo país que vão precisar de ajudar para enfrentar os meses de inverno. Quase 3 mil dessas famílias estão em níveis catastróficos de fome. Para a ONU, o Iemên vive hoje a pior crise humanitária do mundo.

Há uma terceira ameaça iminente, que depende do respeito ao cessar-fogo negociado semana passada na Suécia. Apesar do acordo, houve confrontos e bombardeios aéreos nos últimos dias, que atrapalham os esforços de ajuda humanitária e tornam a vida da população ainda mais difícil.

A Oxfam está no país africano providenciando ajuda, incluindo água potável e dinheiro em espécie para que as pessoas possam comprar alimentos básicos.

https://www.youtube.com/watch?v=1ruXkTo9ubM

O intenso frio no país pode ser o golpe final para famílias que já lutam para sobreviver em meio à guerra e à fome, afirma Muhsin Siddiquey, diretor da Oxfam no Iemên. “Imagine tentar sobreviver a esse frio numa barraca, longe de casa, sem saber de onde virá sua próxima refeição – essa é a realidade de dezenas de milhares de famílias na região.”

“É fundamental que o cessar-fogo seja mantido para que a ajuda necessária alcance o máximo de pessoas possível este inverno”, afirma Siddiquey, acrescentando que a comunidade internacional não pode achar que os acordos fechados na Suécia vão resolver tudo. “Eles precisam manter a pressão sobre as partes envolvidas no conflito, para que baixem as armas e trabalhem por uma solução pacífica, que dê reais esperanças às pessoas no Iemên.”

Saiba mais sobre a situação no Iêmen e a atuação da Oxfam no país.

 

Milhares de congoleses estão sendo expulsos de Angola

Uma crise humanitária de proporções gigantescas está se formando na região de Kasaï, na República Democrática do Congo, onde quase 260 mil pessoas estão sob ameaça. Elas foram forçadas a deixar Angola em uma violenta perseguição a refugiados e migrantes. A área, uma das mais pobres da República Democrática do Congo, já sofre com problemas de desnutrição, cólera e ameaça de um conflito armado.

Muitos dos que fogem de Angola afirmam que sofreram inúmeras violências, entre espancamentos, assédio sexual e estupro. Outros foram roubados e suas casas, destruídas. Pessoas andaram por dias sem comida ou abrigo, e muitos outros devem cruzar a fronteira nos próximos dias.

“Eles precisam urgentemente de comida e água, e ajuda para voltarem com segurança para suas famílias”, afirma Chals Wontewe, diretor da Oxfam na República Democrática do Congo. “As comunidades em Kasai estão fazendo tudo que podem para ajudar, mas eles já enfrentam pobreza, fome e doenças. Famílias estão abrigando até 30 refugiados que saíram de Angola, enquanto seus filhos passam fome.”

A maioria que foi forçada a retornar à República Democrática do Congo estava em Angola como migrantes econômicos, frequentemente trabalhando nas minas de diamantes – e muitos tinham permissão oficial de trabalho. Outros fugiram do conflito armado em seu país de origem.

“Eu vim para Angola porque estava com medo do conflito e queria salvar minha família. Mas um dia, um grande número de homens armados veio à minha casa, me trancou lá dentro, amarrou minhas mãos e me jogou no chão”, lembra Jean, um jovem fotógrafo e pai de três crianças. “Eles pegaram minha filha e a estupraram. Minha filha está em choque. Estou fazendo tudo que posso para apoiá-la. Esses homens também roubaram tudo o que tínhamos.”

Yvete, uma enfermeira de 40 anos, que vivia em Angola há 10 anos, mostrou a representantes da Oxfam o documento angolano oficial de residência que ela tinha quando foi presa. “Tudo aconteceu em poucos dias. Primeiro, ouvimos sobre uma decisão de que seríamos expulsos pelo chefe da vizinhança. Então apareceram ambulâncias com megafones com mensagens para que os estrangeiros fossem embora. Em seguida, vieram os soldados armados.”

Wontewe pede para que as autoridades angolanas respeitem os direitos dos refugiados e daqueles que têm documentos de residência oficiais, e garantam a segurança das pessoas, para que não sejam atacadas ou humilhadas de maneira alguma. “Aqueles que estão deixando o país deveriam fazê-lo de maneira segura e digna.”

A Oxfam alerta que o massivo fluxo de pessoas em meio à temporada de chuvas representa grande risco de saúde, numa região que já sofre com epidemia de cólera, e onde água potável e saneamento decente são escassos.

Conheça mais sobre nosso trabalho com ajuda humanitária.

Peça teatral ajuda refugiados rohingya a enfrentarem um inimigo mortal

Centenas de crianças rohingya se divertiram em raro momento de alegria assistindo a uma peça que ensina como se manter limpo e saudável no campo de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh. Há quase 1 milhão de refugiados rohingya nos campos em Bangladesh, pessoas que fugiram de Mianmar no ano passado por causa da violência extrema no país vizinho. Crianças que viram seus familiares sendo assassinados agora enfrentam outra ameaça mortal – doenças contagiosas.

Há altos níveis de diarreia, infecções respiratórias e doenças de pele nos campos de refugiados em Bangladesh, todos os casos relacionados a questões de higiente e saneamento precário.

A peça, organizada pela Oxfam em parceria com as organizações Artes para Ação e Teatro Unido para Ação Social, ensina às crianças como se manterem saudáveis e como evitar a disseminação de doenças.

como atuamos em emergências

“Eu sempre digo aos meus filhos para lavarem as mãos depois de usarem o banheiro, mas eles nem sempre me escutam”, diz Minara (nome fictício), de 28 anos, que assistia à peça com seu filho de 10. “Pude ver que as crianças realmente gostaram da peça, e espero que agora elas se lembrem de lavar as mãos o tempo todo.”

As crianças fizeram fantoches gigantes que foram usados pelos atores da peça para demonstrar como as moscas transferem bactérias das fezes para a comida.

“Eu não tinha ideia de que as moscas carregassem germes”, afirmou Minara. “Assim que eu chegar em casa, vou cobrir toda a comida e falar para meus amigos sobre isso, para que façam o mesmo.”

O filho de Minara disse ter amado a peça. “A melhor parte foi ver as moscas zunindo em volta do cocô e da comida. Agora sei que moscas em cima da comida não é uma coisa legal.”

https://www.youtube.com/watch?v=gTlMkYMlM-0

Além de oferecer diversão educativa aos refugiados rohingya, a Oxfam e seus parceiros também estão trabalhando duro para garantir uma vida mais digna nos campos em Bangladesh, providenciando a instalação de banheiros químicos e equipamentos de saneamento. Mas nada disso tem serventia alguma se as pessoas não se conscientizarem sobre a importância das boas práticas de higiente no dia a dia, diz Dorothy Sang, da equipe da Oxfam em Bangladesh. “Já temos um grande número de pessoas sofrendo de diarreia severa por aqui – e isso pode ser mortal para as crianças. É importante ajudar não apenas os pais, mas também as crianças, fazer com que entendam como suas próprias mãos, a comida que comem e o ambiente lamacento em que estão vivendo podem ser fonte de bactéria que pode deixa-los doentes.”

“O futuro dessas crianças é muito incerto, mas enquanto estiverem aqui vamos continuar nosso trabalho para mantê-las a salvo de doenças.”

Mais ajuda e recursos são necessários para melhorar as condições nos campos de refugiados para além do básico, e garantir a segurança das milhares de pessoas que vivem nos acampamentos. Ao mesmo tempo, a Oxfam está exortando a comunidade internacional a trabalhar em conjunto para encontrar uma solução de longo prazo para o povo rohingya. Isso inclui esforços diplomáticos para acabar com a violência e políticas discriminatórias em Mianmar, que são a fonte de toda essa crise.

 

Oxfam oferece ajuda humanitária às milhares de pessoas da Caravana Migrante

Milhares de pessoas estão fugindo desesperadas da violência, pobreza e fome em Honduras e se concentrando na fronteira da Guatemala com o México, depois de andarem centenas de quilômetros entre os países. A Caravana Migrante, como vem sendo chamada, é uma séria emergência humanitária e a Oxfam já está no local para oferecer ajuda, juntamente com organizações parceiras locais.

Pelo menos 2.500 pessoas já estão na fronteira Guatemala-México, em condições precárias, aguardando uma solução por parte das autoridades locais. São famílias inteiras, muitas crianças, mulheres e idosos, exaustos após andarem mais de 700 quilômetros.

“Os migrantes estão dormindo a céu aberto, pelas ruas e em um parque. Crianças, adolescentes, mulheres e idosos caminharam por mais de uma semana sob forte sol. Estão exaustos, desesperados, famintos e aterrorizados”, afirma Ivan Aguilar, coordenador humanitário da Oxfam na Guatemala. O maior grupo de migrante está no momento em Tecún Umán, cidade no extremo oeste da fronteira da Guatemala com o México. Há outras caravanas chegando ao local, vindas de Honduras e El Salvador, o que só vai piorar a situação.

Em resposta à essa crise humanitária, a Oxfam e seus parceiros locais estão distribuindo 3.500 kits de higiene pessoal e instalarão 60 latrinas e chuveiros nos acampamentos improvisados, além de providenciar acesso à água potável, em trabalho conjunto com a prefeitura de Tecún Umán. A Oxfam também vai distribuir cozinhas industriais e filtros de água nos abrigos que estão recebendo migrantes.

No México, a Oxfam vai alocar recursos de seu Fundo de Emergência Humanitária para apoiar organizações que trabalham com direitos de migrantes e redes de abrigo, que têm grande experiência no setor e estão em melhor posição para providenciar cuidados e proteção diretamente aos migrantes.

Conheça aqui nosso trabalho humanitário e como atuamos para salvar vidas em situação de emergência e reduzir o risco de desastres futuros. 

Entre os dias 19 e 20 de outubro, um grupo de migrantes conseguiu entrar no México depois de romper a cerca de metal da fronteira. Isso desencadeou um confronto com a política mexicana. Um incerto número de migrantes e vários policiais mexicanos ficaram feridos. Outros pularam no rio Suchiate em precárias embarcações feitas com pneus para atravessar a fronteira.

A caravana de migrantes deixou a cidade de San Pedro Sula, em Honduras, no último dia 13 de outubro com a intenção de andar até os Estados Unidos. Os migrantes estão fugindo da violência generalizada no país, e da pobreza e fome, problemas que estão ficando mais graves devido às mudanças climáticas. Karen, que andou mais de 700 quilômetros de Honduras até a fronteira da Guatemala com o México com sua filha de sete anos, deixou duas crianças para trás em um abrigo. “Nos ajudem, estamos pedindo do fundeo de nossos corações. Não podemos voltar a Honduras porque sofremos ameaças de morte lá.”

A Oxfam demanda às autoridades mexicanas que atendam às recomendações de organizações que defendem os direitos dos migrantes, oferecendo reconhecimento ‘prima facie‘, pelo qual o status de refugiado é reconhecido sem que as pessoas que chegam tenham que apresentar seus casos individualmente.

A Oxfam pede ainda que os governos da Guatemala, México e Estados Unidos protejam as pessoas que estão participando dessa caravana, e todos os migrantes em geral; respeitem os princípios de ‘não repulsão’; providenciem mecanismos de proteção para os que não podem voltar a seus países de origem por conta de ameaças às suas vidas e segurança; e garantam que as crianças não serão separadas de suas famílias.

Tufão Mangkhut deixa mortos e milhares de desabrigados nas Filipinas

O tufão Mangkhut atingiu o norte das Filipinas no último sábado (15/9), com ventos de até 250 quilômetros por hora, causando mais de 60 mortes até o momento e deixando um rastro de destruição. Milhares de famílias precisam urgentemente de água potável e abrigo. Equipes da Oxfam e organizações parceiras já estão em ação, atendendo às necessidades imediatas. Há, entrentanto, muita dificuldade de acesso a regiões mais remotas. Você pode nos ajudar!

“Milhares de pessoas foram evacuadas e estão atualmente abrigadas em escolas e igrejas. Sobreviventes nos contaram que famílias em alguns abrigos só conseguem água de bombas manuais que ficam a quilômetros de distância. Alguns trouxeram garrafas de água mas os suprimentos são limitados”, diz April Bulanadi, da equipe da Oxfam local.

Caminhões com galões de água potável foram enviados à região atingida pelo tufão, e estamos nos preparando para distribuir materiais para abrigos.

“Atender às necessidades imediatas é crucial para garantir segurança e dignidade aos sobreviventes”, afirma Maria Rosario Felizco, diretora da Oxfam Filipinas. “Mas também temos que antecipar o fato de que os sobreviventes do tufão Mangkhut, principalmente pescadores e fazendeiros que perderam sua fonte de renda, vão precisar de apoio muito além dos primeiros dias de nossa resposta à catástrofe.”

A Oxfam atua nas Filipinas desde 1988, com um trabalho humanitário e de ‘advocacy’, em quatro áreas estratégicas: justiça de gênero, justiça econômica, transformação de conflito e direitos em crise.

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A Oxfam é uma das organizações humanitárias mais reconhecidas no mundo. Trabalhamos para salvar vidas em situação de emergência e reduzir o risco de desastres futuros. Desde seu surgimento, em 1942, a Oxfam trabalha para garantir que as pessoas afetadas por desastres naturais e conflitos em todo o mundo tenham o apoio necessário, incluindo acesso à água potável, saneamento básico, alimento e proteção. 

Quando um desastre acontece, nós agimos rapidamente para salvar milhares de vidas que estão em risco. Nosso trabalho continua mesmo após a crise, para permitir que as pessoas afetadas possam reconstruir suas próprias vidas e evitar futuros desastres. 

Também trabalhamos para que os formuladores de políticas em nível local e internacional promovam as mudanças necessárias para melhorar a vida das pessoas afetadas.

Precisamos da sua ajuda para desenvolver esse trabalho.

As primeiras 24 horas de uma emergência humanitária são as mais importantes. Saiba aqui como agimos para garantir a segurança e dignidade das pessoas atingidas.

Mulheres rohingya vivem situação risco em campos de refugiados inadequados

As refugiadas rohingya que vivem em Bangladesh enfrentam problemas de saúde, não têm acesso a assistência vital e correm maior risco de serem abusadas nas instalações inseguras e inadequadas de muitos campos de refugiados.

Uma pesquisa da Oxfam e de agências parceiras mostrou que mais de um terço das mulheres não se sentem seguras ​​para buscar água ou usar os banheiros e que muitas não têm abrigos com porta e fechadura. 50% das mulheres e 75% das adolescentes reclamam da falta de itens de higiene feminina, incluindo um local exclusivo onde elas possam lavar os panos usados para conter o fluxo menstrual sem constrangimento.

Como resultado, as mulheres passam fome e sede para evitar usarem o banheiro. Com isso, sofrem com dores abdominais e infecções. Instalações inadequadas também aumentam o risco de abuso sexual e assédio. Centenas de incidentes de violência de gênero são relatados a cada semana

A Oxfam solicitou que 15% do valor dos próximos pacotes de ajuda internacional sejam destinados a programas humanitários que apoiem mulheres e meninas – incluindo U$ 72 milhões dos quase meio bilhão de dólares recentemente liberados pelo Banco Mundial.

Atualmente, não há um orçamento específico para as necessidades das mulheres em situação de emergência.

O governo e as agências de Bangladesh forneceram ajuda emergencial para mais de 700.000 rohingyas que chegaram ao país no último ano, mas o número de pessoas no maior campo de refugiados do mundo não para de crescer.

A gerente de Advocacy da Oxfam na cidade de Cox’s Bazar, Dorothy Sang, declarou: “A velocidade vertiginosa com que a crise dos refugiados Rohingya se desenrolou fez com que muitos abrigos de emergência fossem instalados às pressas, sem que as necessidades específicas das mulheres fossem consideradas”.

Mulheres e meninas agora pagam o preço em termos de bem-estar e segurança. “Isso precisa ser solucionado urgentemente com recursos suficientes para apoiar e proteger as mulheres Rohingya, como iluminação para melhorar a segurança, banheiros e lavanderias que ofereçam privacidade e assistência extra para as mais vulneráveis.”

A Oxfam está trabalhando com organizações locais e refugiados para que sua resposta humanitária seja efetiva em apoiar mulheres e meninas. Isso inclui a instalação de luzes a base de energia solar, a distribuição de lâmpadas portáteis, a promoção de debates com as mulheres sobre questões como segurança e casamento infantil, o trabalho comunitário para combater a violência contra as mulheres e promover a participação dos próprios refugiados no desenvolvimento de banheiros com as características necessárias, como portas com trancas, prateleiras para manter as roupas longe do barro no chão e garantir a privacidade.

como atuamos em emergências

Sang acrescentou: “O governo de Bangladesh deve ser elogiado por permitir que o povo Rohingya busque refúgio em Cox’s Bazar. Nos juntamos a eles e a outras vozes para convencer o governo de Mianmar a discutir as políticas discriminatórias que são a causa principal dessa crise”.

Cerca de um milhão de rohingyas buscaram refúgio em Bangladesh após uma campanha militar contra eles em Mianmar, descrita por funcionários da ONU como ‘limpeza étnica’.

Saiba mais sobre a situação dos rohingya:

https://www.youtube.com/watch?v=gTlMkYMlM-0