Enfrentar as desigualdades para vencer a pobreza

Trabalhadores de cadeias de frutas estão entre os 20% mais pobres do Brasil

Relatório da Oxfam Brasil, “Frutas Doces, Vidas Amargas”, revela que baixa renda, trabalho temporário e constante exposição a agrotóxicos impedem milhares de famílias de terem uma vida digna.

O Brasil é hoje o terceiro maior produtor de fruta do mundo e a região Nordeste se destaca como grande polo desse cultivo no país. As frutas que chegam à mesa de milhões de pessoas no Brasil e no exterior geram cerca de R$ 40 bilhões por ano, mas não garantem salários e condições dignas a grande parte dos trabalhadores e trabalhadoras que estão no campo plantando e colhendo. É o que revela o relatório “Frutas Doces, Vidas Amargas”, que estamos lançando nesta quinta-feira (10/10).

Pobreza, contaminação, condições degradantes de trabalho e desrespeito às mulheres são alguns dos muitos problemas que estão por trás das frutas brasileiras.

Segundo dados que levantamos em nossas investigações, trabalhadores e as trabalhadoras safristas que atuam nas cadeias de melão, uva e manga no Rio Grande do Norte e perímetro irrigado do Vale do rio São Francisco (Petrolina/Juazeiro) estão entre os 20% mais pobres da população brasileira. Além disso, vivem em constante ameaça de contaminação por agrotóxicos, trabalham muitas vezes sem as condições básicas necessárias e estão presos a um ciclo de pobreza, muitas vezes mal tendo o que comer.

“Nosso relatório revela o sofrimento de muitas famílias e as desigualdades na cadeia de produção e venda das frutas brasileiras, do campo aos supermercados”, afirma Gustavo Ferroni, coordenador de Setor Privado e Direitos Humanos da Oxfam Brasil e responsável pelo relatório “Frutas Doces, Vidas Amargas”.

Campanha pede para que supermercados façam a sua parte

Capa do relatório Frutas Doces, Vidas Amargas - a história dos trabalhadores por trás das frutas que comemos.

O relatório vem acompanhado de uma campanha para que as grandes redes brasileiras de supermercados – Carrefour, Pão de Açúcar e Big (ex-Wal Mart) – assumam sua responsabilidade pela situação dos trabalhadores nas cadeias de frutas no país.

Na página da campanha é possível assinar uma petição pedindo para que os supermercados liderem mudanças no setor, dando mais dignidade à vida das pessoas que trabalham no plantio, colheita e processamento de frutas.

Supermercados têm poder de negociação na cadeia de frutas

“Esses supermercados têm poder de negociação na cadeia da fruticultura brasileira e, por essa razão, podem exigir de seus fornecedores uma maior transparência em cada etapa da produção dos alimentos que vendem”, afirma Gustavo Ferroni.

Katia Maia, diretora-executiva da Oxfam Brasil, lembra que a fruticultura é em geral celebrada como atividade emblemática do potencial do semiárido brasileiro, uma cadeia de produção moderna do país e geradora de milhares de empregos.

“Nosso relatório, entretanto, revela que ainda existem problemas graves que precisam ser enfrentados. As pessoas que estão colhendo as frutas que chegam às nossas mesas têm o direito a ter uma vida digna. E os supermercados têm o dever e a responsabilidade de ajudar a mudar esse preocupante cenário que estamos apontando”, afirma Katia.

Você pode ajudar a mudar essa situação. Assine nossa petição!  

A Oxfam Brasil analisou as cadeias de três frutas importantes no Nordeste – melão, uva e manga – e verificou que algumas práticas, como a discriminação de renda contra as mulheres no campo, a não garantia de proteção adequada contra contaminação por agrotóxicos, o trabalho temporário (os chamados ‘safristas’, que atuam por tempo limitado) e condições não adequadas – especialmente para as mulheres -, são responsáveis por impedir que muitas pessoas consigam superar a pobreza.

“O argumento de que qualquer emprego é melhor que nenhum emprego coloca sobre os trabalhadores o peso de aceitarem qualquer condição de trabalho e exime setores econômicos de suas responsabilidades. Isso não é justo. A cadeia das frutas gera riqueza e é necessário que essa riqueza seja mais bem distribuída.” afirma Katia Maia.

Está com dúvida sobre a mala direta ou boleto da Oxfam Brasil?

1. Têm um débito programado na minha conta!

O DDA (Débito Direto Autorizado) é um sistema brasileiro criado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e não é um débito automático em sua conta. É apenas o registro do boleto de pedido de doação. Você ainda receberá uma carta apresentando o trabalho da Oxfam e o boleto anexo.

Para esse processo seguimos o padrão do Banco Central que exige o registro do CPF e vencimento, por isso ele aparece como DDA (para clientes cadastrados nessa modalidade no banco).

Após o vencimento do boleto, o aviso deixa de existir, pois é apenas um pedido de doação, sem vinculação qualquer a uma cobrança.

2. Recebi um boleto da Oxfam Brasil, mas eu não solicitei!

Você recebeu um impresso que apresenta o nosso trabalho e faz um pedido de doação para o Fundo Global de Emergência da Oxfam.

Esse impresso contém um boleto que é um convite para a doação. Essa é uma prática comum a diversas organizações no Brasil e no mundo, e é uma forma de fazer com que mais pessoas conheçam os nossos trabalhos, entendam sua importância e impacto de nossos projetos para a sociedade. É importante destacar que nós não temos acesso aos seus dados até que você se torne um doador.

3. De onde tiraram meus dados? Quero cancelar esse boleto!

A Oxfam Brasil realizada segmentação de perfis para potenciais apoiadores da nossa causa, e usa o sistema de diferentes empresas no mercado que possuem e fornecem os dados cadastrais conforme essas segmentações. A Oxfam Brasil não tem acesso aos seus dados finais, essa ação permite apenas que possamos enviar pelos correios um informativo junto a um boleto. Esse processo segue as normas da Associação Brasileira de Marketing de Dados (ABEMD).

Você pode, a qualquer momento, solicitar o cancelamento deste boleto e de futuros envios. Basta entrar em contato com a nossa equipe de Relacionamento pelo e-mail doador@oxfam.org.br informando seu nome completo e CPF para enviarmos ao banco a solicitação do cancelamento.

4. Como saber que o valor da doação vai mesmo para as causas necessárias?

A Oxfam Brasil faz parte da confederação Oxfam, que reúne cerca de 20 afiliados e atua em mais de 90 países no mundo. A origem da Confederação remonta aos anos 40 na Inglaterra, quando diversos grupos da sociedade se mobilizaram para ajudar no combate a fome durante a Segunda Guerra Mundial. A partir desse movimento começamos uma organização global que enfrenta as desigualdades para vencer a pobreza. Nossa visão de futuro é um mundo livre de injustiças. Em nosso site e nos sites internacionais você encontra nossos relatórios anuais e financeiros.

O que as cidades brasileiras estão fazendo para reduzir as desigualdades?

As cidades brasileiras com as mais inovadoras e bem-sucedidas políticas públicas no combate às desigualdades serão o destaque do 3o. Prêmio Cidades Sustentáveis, que será realizado entre os próximos dias 16 e 20 de setembro, em São Paulo, durante a segunda edição da Conferência Internacional Cidades Sustentáveis.

As boas práticas serão avaliadas de acordo com os temas desigualdade econômica, com foco em raça e gênero; acesso a serviços (saúde, educação e infraestrutura) e acessibilidade.

O objetivo é destacar casos exemplares da gestão pública que possam se transformar em referência para outros municípios do país. As políticas inspiradoras e de bons resultados podem melhorar os indicadores em todas as áreas da administração pública.

As desigualdades brasileiras vão muito além da distribuição de renda. Elas estão presentes na falta de acesso adequado a serviços públicos de educação e saúde, na oferta de equipamentos de qualidade à população, e como essa precariedade de serviços impacta principalmente a vida da população negra e das mulheres. Segundo pesquisa de opinião pública que fizemos no início deste ano em parceria com o Instituto Datafolha, 2 em cada 3 brasileiros coloca o acesso à saúde como uma das prioridades para se ter uma vida de qualidade. Além disso, a maioria dos brasileiros defende a universalidade do ensino público fundamental e médio e do atendimento em postos de saúde e hospitais.

No Brasil, é enorme o abismo que separa regiões extremamente pobres de lugares com índices de países desenvolvidos. Por isso a importância do enfrentamento à desigualdade na esfera pública e a necessidade de políticas que priorizem os investimentos nos locais que mais precisam de recursos.

“Esse é um prêmio muito importante porque estimula as cidades a adotarem práticas que contribuam para a redução das desigualdades no país. Os grandes centros urbanos têm que ser protagonistas nesse esforço coletivo já que uma grande parte da população brasileira vive nas cidades. Nós da Oxfam Brasil estamos muito orgulhosos de participar dessa premiação, que é uma iniciativa da sociedade civil para alimentar o urgente e necessário debate sobre desigualdades, e buscar soluções para esse grande desafio nacional”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

O olhar das mulheres negras sobre as desigualdades nas cidades

“Esse filme é consequência da minha trajetória enquanto diretora negra. Eu quis trazer o olhar de uma mulher negra sobre a geografia de uma cidade tão desigual como São Paulo.” Assim a diretora Day Rodrigues abriu o debate do filme Uma Geografia das Desigualdades, lançado terça-feira (30/7) para um público que lotou a Livraria Tapera Taperá na região da República, em São Paulo.

Tendo a arquiteta e urbanista Joice Berth como protagonista, o filme nos leva a uma reflexão sobre como as desigualdades se dão no meio urbano e como recaem especialmente sobre quem está na base da pirâmide social: as mulheres negras. Como relevou nosso relatório País Estagnado, a equiparação de renda entre negros e brancos está estagnada. Entre 2016 e 2017, os brancos mais ricos tiveram ganhos de rendimentos de 17,35%, enquanto negros incrementaram suas rendas em apenas 8,1%. Quando analisamos a situação das mulheres negras essa distância é ainda maior.

“Ver tanta gente interessada em debater as desigualdades é algo muito importante, principalmente sob o ponto de vista das mulheres negras. Precisamos falar sobre as desigualdades discutindo a realidade e como a vida das pessoas são afetadas com esse desequilíbrio. O filme é um convite para falar menos sobre números e mais sobre as pessoas”, afirmou Tauá Pires, coordenadora de Programas da Oxfam Brasil.

Veja aqui como foi o debate.

O debate abordou principalmente a questão dos lugares de poder na sociedade, com foco no espaço urbano. Joice Berth, frisou sobre como a questão racial é nítida nos espaços urbanos a medida que temos claramente espaços negros e brancos nas grandes cidades. Enquanto as áreas nobres são predominantemente brancas, os negros estão em sua maioria nas periferias. Ainda que não existam barreiras físicas, o discurso de poder delimita a cidade espacialmente.

A urbanista ressaltou que essa é também uma questão econômica, uma vez que a renda está concentrada nessas áreas nobres. Isso diz respeito à oferta de empregos, serviços públicos e moradias dignas. Sobre soluções, Joice é categórica: “não se pode exigir soluções simples para uma questão tão complexa”, reforçando de que essa é uma construção social coletiva.

Outro assunto muito presente na conversa foi sobre o papel das pessoas brancas na luta antirracista. Day Rodrigues falou sobre a necessidade individual e cotidiana de pessoas brancas pensarem sobre o racismo que reproduzem. No meio da arte, especificamente do cinema, essa é uma questão ainda mais presente. Ela contou sobre o desgaste em ter que lidar com o racismo e o machismo na profissão, além de, por muitas vezes, ficar limitadas a tratar de temáticas ligadas às suas próprias dores.

A diretora explica que a pauta da diversidade toma sempre por base o estereótipo do homem branco como sendo o normal, ou seja, a definição parte sempre desse espaço de poder. Descontruir essa lógica passa pela tarefa das pessoas brancas enxergarem seus próprios privilégios.

Confira o teaser de Uma Geografia das Desigualdades:

Para assistir à íntegra do filme:

Quero assistir
Oxfam Brasil Contrata Líder do Programa Face to Face

Nome do Cargo: Líder do Programa Face to Face In-House
Área: Mobilização, Comunicação e Captação de Recursos
Subordinado a: Coordenador de Aquisição
Funcionários subordinados a esse cargo: Líderes de Equipe e Captadores do Programa de F2F
Responsabilidade orçamentária: não há
Tipo de contrato: CLT
Horário: 40 horas semanais, considerando flexibilidade para cargos de confiança
Salário: Enviar proposta salarial

A Oxfam Brasil promove o combate à discriminação de raça e gênero e quer ampliar a presença de pessoas negras, mulheres e LGBTQI+ na sua equipe.

Oxfam Brasil
A Oxfam Brasil faz parte da confederação internacional Oxfam, uma rede global que visa combater a pobreza, as desigualdades e as injustiças em todo o mundo, formada por 19 afiliadas que trabalham em mais de 90 países. A Oxfam Brasil iniciou suas operações em 2015 e tem como missão contribuir para a construção de um Brasil justo, sustentável e solidário. Trabalhamos com parceiros e aliados como parte de um movimento nacional e global pela transformação social. A equipe da Oxfam Brasil deve estar comprometida com os valores, a missão e os objetivos da organização, com uma abordagem baseada em direitos, e com a igualdade de gênero, a luta contra as desigualdades raciais e o respeito à diversidade e orientação sexual.

Objetivo da Área
A equipe de Mobilização, Comunicação e Captação de Recursos tem o desafio de arrecadar fundos e apoiadores para a Oxfam Brasil, dando visibilidade para a causa da organização no país bem como para o seu trabalho internacional no enfrentamento da pobreza e das desigualdades. Para alcançar esse objetivo, a Oxfam Brasil vem investindo na construção de uma base de apoiadores(as) e ativistas engajados(as), com vistas à sustentabilidade financeira.

Objetivo do Cargo
O(A) Líder do Programa Face to Face In-house terá como principal desafio o lançamento e desenvolvimento do programa de Face to Face da Oxfam Brasil. Para isso, deverá selecionar, treinar e coordenar equipes de alto desempenho (captadores de recursos e líderes de equipe) para o projeto de Face to Face.

Principais Responsabilidades / Atribuições do Cargo
•    Com a supervisão do Coordenador de Aquisição, planejar e implementar o projeto de Face to Face In-house da Oxfam Brasil, garantindo a sua consolidação e crescimento;
•    Gerir, acompanhar e avaliar as equipes de Face to Face da Oxfam Brasil de acordo com as métricas qualitativas e quantitativas estabelecidas, a fim de alcançar os objetivos (número de doadores e receita) definidos para o programa;
•    Garantir o treinamento e desenvolvimento das equipes de Face to Face tais como pitch, objeções, liderança, a fim de assegurar times de alta performance, alto desempenho e comprometimento;
•    Acompanhar, em conjunto com o responsável pela gestão de CRM, a qualidade das filiações e demais KPIs do programa;
•    Elaborar e acompanhar os gastos do programa;
•    Desenvolver e liderar a implementação de atividades de treinamento e desenvolvimento da equipe;
•    Participar das dinâmicas de seleção da equipe de líderes e captadores(as);
•    Assegurar que os captadores tenham grande conexão com a missão, visão e valores de Oxfam Brasil;
•    Garantir a gestão dos demais aspectos do programa: materiais de apoio, estoque, equipamentos, uniformes;
•    Participar na elaboração e implementação de estratégias de engajamento público;

Habilidades e Competências
•    Formação superior, preferencialmente em Administração, Marketing ou áreas afins. Essencial
•    Compromisso com os valores, a missão e os objetivos fundamentais da Oxfam, incluindo uma abordagem baseada em direitos e em respeito aos temas de gênero, raça/etnia e orientação sexual. Essencial
•    Experiência e histórico de grandes conquistas em liderar e treinar time(s) de captação de recursos Face to Face ou vendas Face to Face. Essencial
•    Capacidade de equilibrar a exigência de desempenho com a credibilidade e imagem da organização. Essencial
•    Facilidade em liderar, trabalhar em equipe, ter perfil colaborativo e criativo, com fortes habilidades de relacionamento interpessoal. Essencial
•    Flexibilidade para se adaptar a novas situações, mantendo o foco na continuação dos trabalhos e na qualidade. Essencial
•    Grande capacidade em gestão de tempo e gerenciamento de projetos e tarefas, definindo prioridades e trabalhando com autonomia e responsabilidade. Essencial
•    Habilidade em analisar, interpretar e apresentar resultados, com foco em alta performance e desenvolvimento. Essencial
•    Proatividade e abordagem “mão à massa”. Essencial
•    Habilidade para gerenciar crises e cenários de pressão, e metas desafiadoras. Essencial
•    Excelente habilidade em comunicação verbal e persuasão, com boa capacidade de influenciar decisões. Essencial
•    Usuário do Pacote Office, com excelentes conhecimentos de Excel e Power Point. Essencial
•    Bom entendimento do mercado de captação de recursos, captação de recursos de indivíduos e/ou Marketing Direto. Desejável
•    Experiência com Call Centers e SAC. Diferencial
•    Nível de inglês intermediário a fluente. Diferencial
•    Nível de espanhol intermediário a Fluente. Diferencial

CADASTRAR CV ATÉ 28/06/2019

Somente serão aceitas as inscrições feitas através do site do IPO – Instituto de Psicologia Organizacional.

Acesse o site, cadastre seu CV em português e anexe uma carta de apresentação informando porque você seria o/a candidato/a para esse posto (no máximo com 350 palavras). Informar na carta a sua pretensão salarial. Código da Vaga: F19114lLIDERPROGFACETOFACE

Agradecemos seu interesse nesta posição. Serão convidados/as para o processo somente os profissionais que atendam aos requisitos acima descritos.

Oxfam Brasil contrata Gerente da Área de Programas e Incidência

PRAZO ENCERRADO!

Nome do Cargo: Gerente da Área de Programas e Incidência

Subordinado a: Diretora Executiva

Funcionários subordinados a esse cargo: mínimo 4

Responsabilidade orçamentária: Sim.

Tipo de contrato: CLT

Horário: 40 horas semanais, considerando flexibilidade para cargos de confiança

Salário: Enviar proposta salarial

A Oxfam Brasil promove o combate à discriminação de raça e gênero e quer ampliar a presença de pessoas negras, mulheres e LGBTQI+ na sua equipe.

Sobre a Oxfam Brasil

A Oxfam Brasil é uma organização da sociedade civil brasileira fundada em 2014 e tem como missão contribuir para a construção de um Brasil justo, sustentável e solidário que enfrente as causas da pobreza e das desigualdades. Trabalhamos com programas, pesquisa, incidência política e campanhas públicas.

Sua atuação está baseada em evidências, na produção de dados confiáveis e na realidade da vida das pessoas mais afetadas pelas desigualdades e as situações de pobreza.

Para manter e ampliar seu trabalho, a Oxfam Brasil utiliza seus programas, pesquisas e campanhas de maneira estratégica para sensibilizar e convencer seus alvos e mobilizar apoiadores, mídia e a sociedade em geral.

Para tanto, é preciso uma equipe multifacetada que atue de forma consistente com a visão e missão da organização.

A Oxfam Brasil é membro da confederação Oxfam, formada por 19 afiliadas, com presença em mais de 90 países no total.

Objetivo da Área

Realizar programas e ações que gerem impacto no enfrentamento das desigualdades e na redução da pobreza.

Objetivo do Cargo

Responsável por aprofundar o impacto das ações da Oxfam Brasil, desenhando e implementando estratégias e planos operacionais de qualidade e por gerir com eficiência a equipe da área, contribuindo ativamente para a consolidação e sustentabilidade da organização. Esse posto tem um perfil de gestão interna.

Principais Responsabilidades

Competências e características pessoais

CADASTRAR CV ATÉ 10/06/2019

Somente serão aceitas as inscrições feitas através do site do IPO – Instituto de Psicologia Organizacional.

Acesse o site aqui, cadastre seu CV em português e anexe uma carta de apresentação, em inglês, indicando porque você seria o/a candidato/a para esse posto (no máximo com 350 palavras). Informar na carta a sua pretensão salarial. Associe-se à oportunidade código: 1168

Agradecemos seu interesse nesta posição. Serão convidados/as para o processo somente os profissionais que atendam aos requisitos acima descritos.

Juventudes fazem seu ‘corre’ por inclusão e geração de renda

Batalhas de rima, apresentações musicais, dança, grafite e uma feira de economia solidária. O evento Poesia nas Quebradas, que aconteceu no último sábado (18/5) em Planaltina (DF) teve isso e muito mais. A atividade faz parte do projeto Juventudes nas Cidades, realizado por coletivos do Distrito Federal em parceria com o Inesc e Oxfam Brasil.

Organizado pelos próprios coletivos, o Poesia nas Quebradas celebrou as iniciativas de geração de renda dos próprios jovens. Seja empreendendo com artesanato, brechó, reciclagem de roupas, cosméticos naturais e até cultivo e comercialização de mudas de plantas, os jovens desenvolvem suas próprias respostas à falta de oportunidades. “Quando você sai do ensino médio, fica pensando no que vai fazer. O objetivo é sair do ensino médio e ir para a faculdade, só que na verdade não é assim, a realidade é muito mais embaixo, ainda mais para quem é de periferia, porque você tem que escolher entre trabalhar e estudar”, afirma Taty Moudrak, 23 anos, uma das jovens do projeto.

No DF, o projeto Juventudes nas Cidades foi apelidado pelos jovens de “Corre”, justamente pelo seu caráter de desenvolvimento coletivo. “É nítido perceber a mudanças dos jovens de quando entraram no projeto até agora, tanto numa fala politizada, entendendo seu lugar no mundo e buscando outras possibilidades, principalmente no momento de crise que estamos vivendo. A questão do empreendedorismo vem muito disso”, diz Marcela Coelho do Inesc, uma das coordenadoras do projeto.

“São pessoas que, no fundo do poço gerado por esse sistema desigual e injusto, se organizam, se juntam e se embelezam para trazer novos ares, novas belezas e novas energias para a periferia”, complementa Marcão, educador e também um dos coordenadores do projeto no DF.

Ananda King, assessora de políticas e incidência da Oxfam Brasil comentou: “O evento autogestionado proporcionou, para além das diferentes iniciativas artísticas do evento, um espaço intenso de trocas profissionais, que potencializa o empreendedorismo e as capacidades criativas das jovens e dos jovens do projeto Juventudes nas Cidades. Foi, portanto, possível atingir o objetivo do evento de compartilhamento com outros atores e outras pessoas da sociedade em geral, trazendo representações da potência da juventude. Essa feira de empreendedorismo foi proposta e organizada pelas e pelos jovens do projeto, potencializando as vocações profissionais e características dos coletivos de jovens participantes.”

O projeto Juventudes nas Cidades tem o objetivo de reunir coletivos de jovens para enfrentar as desigualdades nas cidades brasileiras e tem atividades em Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Ele conta com oficinas de formação e assessorias visando a inclusão econômica de jovens em tempos de crise e cortes de políticas públicas, bem como formação política nos temas das desigualdades e do direito à cidade. No Distrito Federal, o projeto reúne mais de 30 coletivos de jovens.

O projeto Juventudes nas Cidades tem o objetivo de reunir coletivos de jovens para enfrentar as desigualdades nas cidades brasileiras e tem atividades em Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Ele conta com oficinas de formação e assessorias visando a inclusão econômica de jovens em tempos de crise e cortes de políticas públicas, bem como formação política nos temas das desigualdades e do direito à cidade. No Distrito Federal, o projeto reúne mais de 30 coletivos de jovens.

https://www.youtube.com/watch?v=V4Gaxzlz7uQ
Redução das desigualdades é tema do Prêmio Cidades Sustentáveis 2019

A maior parte da população brasileira vive hoje nas cidades e nelas as desigualdades ficam mais evidentes à sociedade. O que os municípios brasileiros têm feito para enfrentar o problema? Quais as boas práticas e políticas públicas inovadoras e bem sucedidas têm sido apresentadas pelas cidades? Esse é o tema da edição 2019 do Prêmio Cidades Sustentáveis, que está com inscrições abertas até junho para levantar as melhores iniciativas de redução das desigualdades.

O prêmio está dividido em três categorias: desigualdade econômica (foco em gênero e raça), acesso a serviços (saúde, educação e infraestrutura) e acessibilidade.

“Esse é um prêmio muito importante porque estimula as cidades a adotarem práticas que contribuam para a redução das desigualdades no país. Os grandes centros urbanos têm que ser protagonistas nesse esforço coletivo já que uma grande parte da população brasileira vive nas cidades.

Nós da Oxfam Brasil estamos muito orgulhosos de participar dessa premiação, que é uma iniciativa da sociedade civil para alimentar o urgente e necessário debate sobre desigualdades, e buscar soluções para esse grande desafio nacional”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

A desigualdade é um problema que não está limitado à distribuição de renda, ela está presente no acesso a serviços básicos de saúde e educação, na oferta de equipamentos e em muitas outras áreas como transporte, segurança, habitação e acessibilidade. Elas impactam, sobretudo, a vida da população negra, das mulheres e de outros grupos sociais mais vulneráveis. Por isso, a importância do enfrentamento à desigualdade na esfera pública e a necessidade de políticas que priorizem os investimentos nos locais que mais precisam de recursos.

Segundo pesquisa realizada pela Oxfam Brasil em parceria com o Instituto Datafolha, 8 em cada 10 brasileiros acreditam que o Brasil só vai progredir se reduzir desigualdades entre pobres e ricos. Além disso, a maioria dos entrevistados (84%) afirmam que é obrigação dos governos diminuir a diferença entre muito ricos e muito pobres, e 77% concordam com o aumento dos impostos de pessoas muito ricas para financiar políticas sociais.

Clique aqui para baixar a pesquisa.

https://www.youtube.com/watch?v=b7ptrF7hQNk

O prêmio é realizado pelo Programa Cidades Sustentáveis e pela Oxfam Brasil, com apoio do CITinova e Fundação Ford, e tem como parceiros a Associação Brasileira de Municípios e Frente Nacional de Prefeitos.

Podem se inscrever os municípios signatários do Programa Cidades Sustentáveis e a cerimônia de premiação ocorrerá em setembro, durante a segunda edição da Conferência Internacional Cidades Sustentáveis.

Estímulo a gestores

A primeira edição do Programa Cidades Sustentáveis foi realizada em 2014 e teve como objetivo estimular gestores e gestoras públicos para a criação, manutenção e atualização de observatórios em seus respectivos municípios. Estes observatórios contavam com indicadores, programas de metas e informações relevantes sobre políticas públicas voltadas à qualidade de vida e ao desenvolvimento sustentável para, assim, reconhecer e valorizar experiências bem-sucedidas.

Já a segunda edição, em 2016, foi voltada para boas práticas de políticas pública municipais com os seguintes enfoques: Bens Naturais Comuns; Criança; Cultura; Educação para a Sustentabilidade; Esporte; Governança; Mobilidade; e Saúde.

 

 

Azedou para a Citrosuco: empresa volta para a ‘lista suja’ do trabalho escravo

A Citrosuco, uma das maiores produtoras e exportadoras brasileiras de suco de laranja, voltou à lista suja do trabalho escravo do Ministério do Trabalho esta semana depois de a Justiça do Trabalho derrubar uma liminar que a deixava fora do cadastro. Segundo reportagem publicada pela Repórter Brasil, a empresa foi autuada em 2013 por manter 26 trabalhadores em situação análoga à escravidão em dois laranjais em São Paulo.

“A fiscalização [do Ministério do Trabalho e do MPT] constatou que os 26 resgatados, migrantes nordestinos, sofriam restrições à liberdade de ir e vir e estavam sujeitos a condições degradantes de trabalho e moradia. Os trabalhadores relataram, na época, que chegaram à São Paulo com a promessa de que teriam bons salários e moradia, porém contraíram dívidas e viviam em alojamentos sem qualquer estrutura”, diz a reportagem.

A volta da Citrosuco à lista do trabalho escravo é uma vitória para todos que lutam para que nossa comida do dia-a-dia seja produzida sem sofrimento humano, de maneira mais justa e menos desigual, afirma Gustavo Ferroni, assessor sênior de Políticas e Incidências da Oxfam Brasil. “O suco de laranja brasileiro, apesar do sucesso que tem pelo mundo, é um dos exemplos de como a desigualdade é criada. Enquanto poucas empresas controlam o setor e os grandes supermercados ficam com a maior fatia do valor gerado, os trabalhadores e pequenos agricultores mal conseguem sobreviver e ficam sujeitos a situações degradantes de trabalho e violações de direitos.”

Em junho de 2018, lançamos o relatório Hora de Mudar, que propõe mudanças no modelo de negócio dos grandes supermercados, principalmente americanos e europeus, para dar maior transparência sobre a procedência dos alimentos e evitar que nossa comida seja produzida com sofrimento humano, pobreza, discriminação contra as mulheres, más condições de trabalho e salários de fome. Saiba mais sobre o estudo aqui.

Não deixe esse suco azedar! Assine nossa petição contra a desigualdade e o sofrimento humano nas cadeias de fornecimento dos supermercados.

https://www.youtube.com/watch?v=3oScJa1ar6Q
Guia Juventudes nas Cidades: instrumento de conhecimento e defesa de direitos

Um evento na sede do bloco Ilú Obá De Min com a participação do grupo Samba Negras em Marcha marcou o lançamento em dezembro do Guia Juventudes nas Cidades em São Paulo. O material também já foi lançado no Distrito Federal, Recife e Rio de Janeiro. 

A publicação, elaborada pela Oxfam Brasil em parceria com Ação Educativa, Ibase, Fase PE, Fase RJ, Inesc e Instituto Pólis, oferece material diverso para os jovens exercerem e defenderem seu direito à cidade. No guia, há informações sobre leis, políticas públicas e oportunidades profissionais e de formação gratuitas. A publicação é resultado de debates e oficinas com jovens de diferentes grupos e coletivos das quatro cidades do projeto. 

“O Guia Juventudes nas Cidades é importante porque expõe como as desigualdades afetam especificamente os jovens”, diz Ananda King, assessora de políticas e incidência da Oxfam Brasil. “Somos um dos países mais desiguais do mundo, como reforça nosso último relatório País Estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras. E a juventude, que compreende a faixa entre 15 e 29 anos, segundo o Estatuto da Juventude, está entre as principais vítimas do desemprego, do déficit educacional e da violência”, explica Ananda.

A juventude, diz Ananda, é acima de tudo um agente de mudança que apresenta para a sociedade novas formas de discutir os problemas gerados pelas desigualdades. “Os jovens nos provocam a pensar em novas soluções, com base naquilo que estão experimentando em suas realidades cotidianas. Observar e aprender com os jovens também significa contribuir para pensar em soluções maiores para o conjunto da sociedade brasileira.”

Guia São PauloBaixar
Guia RecifeBaixar
Guia Rio de JaneiroBaixar
Guia Distrito FederalBaixar