Enfrentar as desigualdades para vencer a pobreza

Na briga entre Macron e Bolsonaro, ficamos do lado do clima e da Amazônia

A Oxfam Brasil saúda o alerta feito por Emmanuel Macron, presidente da França, para que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tome medidas firmes e imediatas para proteger a floresta amazônica, mas alertas por si só não acabam com as queimadas. Sim, o presidente brasileiro precisa mudar suas políticas que contribuem para o desmatamento, mas os países do G7 – grupo dos 7 países mais ricos do mundo, entre eles a França – são historicamente responsáveis pela crise climática e por isso precisam também fazer a sua parte. Eles não estão fazendo o suficiente para cortar emissões de gases do efeito estufa ou ajudar os países mais pobres a se adaptarem para as consequências da crise climática.

A situação ambiental no Brasil é crítica e as queimadas na Amazônia não são um fato isolado. As leis ambientais brasileiras e as instituições públicas do país responsáveis por sua implementação e fiscalização estão sob ameaças de uma visão de governo que prioriza os lucros econômicos, sem se importar com as consequências para a população e os recursos naturais.

Desde o início de sua administração, o presidente brasileiro defende a ideia de que as políticas e agências ambientais, juntamente com as ONGs, estão atrasando o desenvolvimento do país. Ele tem sido bastante enfático em expressar como o setor produtivo deveria ser liberado para agir como achar melhor.

O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul foi assinado com base no compromisso do Brasil com os acordos climáticos internacionais e as políticas ambientais.

Os líderes do G7 já se comprometeram em reduzir emissões e ajudar os países mais pobres a se adaptarem. Não há mais tempo para discursos apenas. Eles precisam ser valentes e agir já!

Moçambique, Zimbábue e Malawi ainda vivem os efeitos devastadores dos ciclones

O ciclone Idai atingiu Moçambique, Zimbábue e Malawi em março, com ventos de 170 km/h e fortes chuvas. Descrito pela ONU como “um dos piores desastres relacionados ao clima na África”, causou grandes danos e devastou a vida de mais de 2,6 milhões de pessoas.

Apenas três semanas depois, um segundo ciclone, Kenneth, trouxe mais chuvas torrenciais para o norte de Moçambique, provocando inundações, rompimentos de pontes e deslizamentos, colocando mais 160.000 pessoas em risco e matando pelo menos 9 pessoas. Este segundo desastre de grande escala é outro grande golpe para o país.

Os efeitos do clicone Idai ainda são sentidos. As inundações destruíram casas, hospitais, escolas, fazendas e plantações, danificando estradas e lavando pontes. Milhares de pessoas ainda estão isoladas em áreas de difícil acesso, algumas acessíveis apenas por helicóptero ou barco.

Sobreviventes lembram o que aconteceu quando o ciclone atingiu a região, devastando tudo em seu caminho, o terror que sentiram quando as enchentes varreram suas casas e vidas.

Doe agora

“Passei três dias na água”

Foto: Micas Mondlane/Oxfam

Madelema é mãe solteira de dois filhos. Seu marido faleceu há alguns anos, então ela é a única provadora da família. Madelema é da cidade de Buzi, em Moçambique, uma das áreas mais afetadas pelo ciclone Idai. Sua casa foi completamente destruída e ela é uma das muitas que não sabem onde estão os outros de sua família.

“Eu não tenho família, não tenho marido para cuidar de nós. Precisamos de um lugar para ficar. Eu não tenho nada agora. Não sobrou nada.”

Doe agora

Famílias separadas, crianças perdidas

Foto: Philip Hatcher-Moore / Oxfam

Joshua, 45 anos, senta-se com uma pá, depois de cavar os escombros, procurando por um de seus filhos que foi levado no deslizamento de sua casa causado pelo ciclone Idai, em Chimanimani, no Zimbábue.

 “Não fomos avisados ​​de que viria aqui, só que era em Moçambique.”

Doe agora

“Quando voltei para casa, desmoronou e caiu.”

Foto: Tavwana Chirwa/Oxfam

Dorothy tem 27 anos. Ela é uma mãe solteira e vive numa das regiões mais atingidas, a comunidade de Phalombe, no Malawi. Depois das inundações provocadas pelo Ciclone Idai, a casa de Dorothy desmoronou, seus pertences, toda a sua comida, e seu rebanho foram levados pela água.

“Quando a água começou a entrar na casa, peguei minha filha que ainda estava dormindo e fui para um lugar mais alto para escapar das inundações. Quando voltei para casa para começar a resgatar meus pertences, a casa desmoronou e caiu. Por sorte, eu escapei.

Apesar dos enormes desafios de acesso e logística, nossas equipes estão trabalhando para fornecer água, alimentos e saneamento às vítimas. As vidas das pessoas ainda estão em perigo e precisamos agir agora. Por favor doe o que você puder hoje.

https://www.youtube.com/watch?v=Ns46CQxk3Dk