Enfrentar as desigualdades para vencer a pobreza

O que as cidades brasileiras estão fazendo para reduzir as desigualdades?

As cidades brasileiras com as mais inovadoras e bem-sucedidas políticas públicas no combate às desigualdades serão o destaque do 3o. Prêmio Cidades Sustentáveis, que será realizado entre os próximos dias 16 e 20 de setembro, em São Paulo, durante a segunda edição da Conferência Internacional Cidades Sustentáveis.

As boas práticas serão avaliadas de acordo com os temas desigualdade econômica, com foco em raça e gênero; acesso a serviços (saúde, educação e infraestrutura) e acessibilidade.

O objetivo é destacar casos exemplares da gestão pública que possam se transformar em referência para outros municípios do país. As políticas inspiradoras e de bons resultados podem melhorar os indicadores em todas as áreas da administração pública.

As desigualdades brasileiras vão muito além da distribuição de renda. Elas estão presentes na falta de acesso adequado a serviços públicos de educação e saúde, na oferta de equipamentos de qualidade à população, e como essa precariedade de serviços impacta principalmente a vida da população negra e das mulheres. Segundo pesquisa de opinião pública que fizemos no início deste ano em parceria com o Instituto Datafolha, 2 em cada 3 brasileiros coloca o acesso à saúde como uma das prioridades para se ter uma vida de qualidade. Além disso, a maioria dos brasileiros defende a universalidade do ensino público fundamental e médio e do atendimento em postos de saúde e hospitais.

No Brasil, é enorme o abismo que separa regiões extremamente pobres de lugares com índices de países desenvolvidos. Por isso a importância do enfrentamento à desigualdade na esfera pública e a necessidade de políticas que priorizem os investimentos nos locais que mais precisam de recursos.

“Esse é um prêmio muito importante porque estimula as cidades a adotarem práticas que contribuam para a redução das desigualdades no país. Os grandes centros urbanos têm que ser protagonistas nesse esforço coletivo já que uma grande parte da população brasileira vive nas cidades. Nós da Oxfam Brasil estamos muito orgulhosos de participar dessa premiação, que é uma iniciativa da sociedade civil para alimentar o urgente e necessário debate sobre desigualdades, e buscar soluções para esse grande desafio nacional”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

Redução das desigualdades é tema do Prêmio Cidades Sustentáveis 2019

A maior parte da população brasileira vive hoje nas cidades e nelas as desigualdades ficam mais evidentes à sociedade. O que os municípios brasileiros têm feito para enfrentar o problema? Quais as boas práticas e políticas públicas inovadoras e bem sucedidas têm sido apresentadas pelas cidades? Esse é o tema da edição 2019 do Prêmio Cidades Sustentáveis, que está com inscrições abertas até junho para levantar as melhores iniciativas de redução das desigualdades.

O prêmio está dividido em três categorias: desigualdade econômica (foco em gênero e raça), acesso a serviços (saúde, educação e infraestrutura) e acessibilidade.

“Esse é um prêmio muito importante porque estimula as cidades a adotarem práticas que contribuam para a redução das desigualdades no país. Os grandes centros urbanos têm que ser protagonistas nesse esforço coletivo já que uma grande parte da população brasileira vive nas cidades.

Nós da Oxfam Brasil estamos muito orgulhosos de participar dessa premiação, que é uma iniciativa da sociedade civil para alimentar o urgente e necessário debate sobre desigualdades, e buscar soluções para esse grande desafio nacional”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

A desigualdade é um problema que não está limitado à distribuição de renda, ela está presente no acesso a serviços básicos de saúde e educação, na oferta de equipamentos e em muitas outras áreas como transporte, segurança, habitação e acessibilidade. Elas impactam, sobretudo, a vida da população negra, das mulheres e de outros grupos sociais mais vulneráveis. Por isso, a importância do enfrentamento à desigualdade na esfera pública e a necessidade de políticas que priorizem os investimentos nos locais que mais precisam de recursos.

Segundo pesquisa realizada pela Oxfam Brasil em parceria com o Instituto Datafolha, 8 em cada 10 brasileiros acreditam que o Brasil só vai progredir se reduzir desigualdades entre pobres e ricos. Além disso, a maioria dos entrevistados (84%) afirmam que é obrigação dos governos diminuir a diferença entre muito ricos e muito pobres, e 77% concordam com o aumento dos impostos de pessoas muito ricas para financiar políticas sociais.

Clique aqui para baixar a pesquisa.

https://www.youtube.com/watch?v=b7ptrF7hQNk

O prêmio é realizado pelo Programa Cidades Sustentáveis e pela Oxfam Brasil, com apoio do CITinova e Fundação Ford, e tem como parceiros a Associação Brasileira de Municípios e Frente Nacional de Prefeitos.

Podem se inscrever os municípios signatários do Programa Cidades Sustentáveis e a cerimônia de premiação ocorrerá em setembro, durante a segunda edição da Conferência Internacional Cidades Sustentáveis.

Estímulo a gestores

A primeira edição do Programa Cidades Sustentáveis foi realizada em 2014 e teve como objetivo estimular gestores e gestoras públicos para a criação, manutenção e atualização de observatórios em seus respectivos municípios. Estes observatórios contavam com indicadores, programas de metas e informações relevantes sobre políticas públicas voltadas à qualidade de vida e ao desenvolvimento sustentável para, assim, reconhecer e valorizar experiências bem-sucedidas.

Já a segunda edição, em 2016, foi voltada para boas práticas de políticas pública municipais com os seguintes enfoques: Bens Naturais Comuns; Criança; Cultura; Educação para a Sustentabilidade; Esporte; Governança; Mobilidade; e Saúde.